Contexto

Aimar no Benfica por 4 anos

Finalmente, devem ter dito os benfiquistas. Nos últimos dias, falou-se que o F.C. do Porto andava a tentar desviar o argentino para o Dragão. Quando os jornalistas d’A Bola levantaram esta questão ao Rui Costa, o novo responsável pelo futebol encarnado, “Il Maestro” fintou-a, como fazia ainda há pouco tempo, e desferiu um remate certeiro: “Não vale a pena falar sobre isso. O jogador está aqui”.

No ângulo, diga-se. Como jogador, sempre admirei o Rui Costa, apesar do coração encarnado. Como dirigente, apreciei a sabedoria que demonstrou ao colocar as prioridades: primazia aos assuntos de futebol, desprezo pela polémica. É refrescante ouvir isto, num mundo que se está a afastar vertiginosamente do que é (ou devia ser) a sua razão de existir: o futebol.

Rui Costa, como o Vítor Baia, representam uma nova maneira de estar, mais preocupada com a bola do que com o outra coisa qualquer. Saúda-se e espero que mais pessoas destas surjam no nosso futebol. Possivelmente, Luís Figo seguirá os mesmos passos.